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A Glória e a Graça  participa do Festival Internacional de Cinema de SP

A Glória e a Graça  participa do Festival Internacional de Cinema de SP

Cinco anos depois do premiado “Malu de Bicicleta”, Flavio Ramos Tambellini rodou no Rio de Janeiro, em setembro do ano passado, seu novo longa-metragem como diretor, “A Glória e a Graça”. O filme foi selecionado para a 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e será exibido pela primeira vez no dia 25 de outubro, com sessões extras – as datas, horários e cinemas ainda serão divulgados. Tambellini, que também assina a produção do filme, convidou para o papel principal Carolina Ferraz, com quem trabalhou em “O Passageiro – Segredos de Adulto” (2006). Agora, ela interpreta Glória, linda e bem-sucedida travesti, dona de um restaurante no Rio.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Permeado pela quebra de preconceitos, que transforma a vida das personagens e de seu entorno, “A Glória e a Graça” é um drama sobre a família moderna. O filme apresenta um novo olhar sobre o tema, tirando o travesti do papel cômico e caricato. Excluída da família por sua própria opção, Glória constrói uma vida com todos os matizes inaceitáveis pelos parentes. Sua melhor amiga, Fedra, é interpretada pela atriz transsexual Carol Marra.

Na história, Sandra Corveloni é a massoterapeuta Graça, irmã com quem Glória não tem contato há 13 anos, descobre que tem uma doença terminal e pouco tempo de vida. Ela tem dois filhos – uma menina de 13 anos e um garoto de cinco – e, desesperada, percebe que não há ninguém para cuidar das crianças quando ela se for. Graça então se arma de coragem e resolve retomar contato com seu irmão. Ao reaproximar-se, descobre que Luiz Carlos virou Glória.
“A Glória e a Graça” retrata a reformulação do conceito de família, vivido pela sociedade principalmente nas duas últimas décadas. É justamente essa família moderna, fragmentada, que volta a se reagrupar e, trazendo à tona velhos problemas, permanece unida para tentar superá-los. A trama não envereda pelo melodrama fácil, mas se inclina para a delicadeza e o humor, também intrínsecos à condição humana, compondo uma história sensível, sem apelações ou estigmatizações.
A produção  foi rodada em quatro semanas de filmagens, em locações nos bairros de Santa Teresa, Centro e Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Com produção da Tambellini Filmes e coprodução da Globo Filmes, o longa tem estreia prevista para 23 de março de 2017, com distribuição da H2O Filmes.

Festuris 2020

Escrito por alexbernardes