O futebol europeu voltou a discutir discriminação dentro de campo após a punição aplicada ao jovem argentino Gianluca Prestianni. O atleta do Benfica foi suspenso por seis partidas pela UEFA por conduta homofóbica durante um jogo contra o Real Madrid, envolvendo o brasileiro Vinícius Júnior.
A decisão foi anunciada nesta sexta-feira, 24 de abril de 2026, após investigação sobre o episódio ocorrido em Lisboa, em fevereiro, durante a fase eliminatória da Liga dos Campeões. Inicialmente, Vinícius Júnior denunciou ter sido alvo de racismo, o que levou à paralisação da partida por cerca de 10 minutos.
No entanto, a apuração da UEFA concluiu que não houve comprovação de insulto racista, mas sim o uso de linguagem homofóbica por parte de Prestianni.
A punição total é de seis jogos, mas com um detalhe importante: três partidas ficam suspensas por um período probatório de dois anos, e uma já foi cumprida de forma provisória. Na prática, o jogador deve cumprir mais dois jogos de suspensão, caso não volte a cometer infrações.
O caso ganhou repercussão internacional não apenas pela gravidade da acusação inicial, mas também por reacender o debate sobre diferentes formas de discriminação no futebol profissional. A UEFA classificou o episódio como conduta discriminatória, reforçando sua política de tolerância zero para atitudes homofóbicas dentro e fora de campo.
Além disso, a entidade europeia solicitou que a punição seja ampliada globalmente pela FIFA, o que pode impactar futuras competições internacionais do jogador.
O episódio também levanta uma discussão mais ampla sobre a cultura do futebol e a normalização de insultos considerados comuns em alguns contextos, mas que hoje são alvo de punições severas. Para o público LGBT+, especialmente, o caso reforça a importância de vigilância e responsabilização em um dos esportes mais populares do mundo.


