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Pedro Pascal, Chanel e a bolsa que virou desejo entre boys fashionistas

Pedro Pascal entrou oficialmente para o seleto grupo de homens que conseguem transformar uma bolsa Chanel em assunto de cultura pop. E não estamos falando de uma simples aparição patrocinada. O gato virou presença constante em eventos da maison francesa usando peças da marca com uma naturalidade que fez muita gente da moda parar para olhar de novo.

Nos últimos meses, Pedro apareceu em premieres, jantares e desfiles combinando alfaiataria elegante com bolsas clássicas da Chanel, incluindo modelos acolchoados com correntes douradas e bolsas de mão que tradicionalmente sempre estiveram ligadas ao guarda-roupa feminino da grife. Resultado: o homem virou praticamente um Pinterest ambulante para gays fashionistas, stylists e fãs de luxo silenciosamente obcecados por acessórios.

O mais interessante é que nada parece montado demais. Pedro Pascal, chiquérrimo e seguro de si, não entra naquela estética ultra performática de celebridade tentando parecer conceitual. Ele simplesmente surge com um look impecável, óculos escuros enormes, camisa levemente aberta, uma bolsa Chanel pendurada no ombro e pronto. A internet inteira comenta.

A Chanel percebeu rapidamente o potencial dessa imagem. A marca vive um momento em que o masculino deixou de precisar parecer duro ou minimalista o tempo inteiro. Hoje existe espaço para homens que gostam de joias, texturas, tweed, bolsas e pequenos exageros fashion sem que isso vire fantasia editorial.

Pedro encaixa perfeitamente nessa nova ideia de masculinidade elegante, mais relaxada e menos preocupada em seguir regras antigas. Ele consegue usar uma bolsa clássica da Chanel sem perder o ar de galã meio caótico que conquistou Hollywood. Talvez seja justamente isso que faça funcionar tão bem.

Existe também um fator importante nessa história: a bolsa masculina virou definitivamente objeto de desejo no luxo contemporâneo. Em cidades como Paris, Nova York e São Paulo, cresceu o número de homens investindo em acessórios antes considerados exclusivamente femininos. E a Chanel, mesmo sem uma linha masculina tradicional como outras maisons, parece ter entendido que seus códigos podem circular muito além do closet feminino.

Entre as gays fashionistas, claro, o impacto foi imediato. Nas redes sociais, Pedro Pascal virou referência de estilo justamente por misturar elegância clássica com um toque meio daddy cool despreocupado. Não é aquele luxo gritante. É um visual que parece vivido, espontâneo e muito mais interessante.

No fim das contas, Pedro Pascal conseguiu uma façanha rara: transformar a Chanel em assunto entre homens sem descaracterizar a essência ultra feminina da marca. E convenhamos, poucas coisas são mais chiques em 2026 do que um homem seguro o suficiente para carregar uma bolsa Chanel melhor do que muita influencer por aí.

Ricardo Hida
Ricardo Hida
Ricardo Hida, PhD, é jornalista, trend setter e aficionado por mitologia, moda e viagens. Pesquisador na PUC-SP em estudos de gênero. Apresentador na 95,7 FM em São Paulo e sócio da Promonde. Autor de coautor de 11 livros. Desde 2003 trabalha com turismo LGBT.

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