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A evolução do “masculino” no Met Gala

04 de maio de 2026 – Acompanhamos uma edição do Met Gala em que o tema “Arte” funcionou menos como referência estética e mais como direcionamento conceitual. Na prática, isso se traduziu em um “red carpet” de tijolos, onde o dress code foi interpretado com desconstrução, especialmente no masculino, que saiu do território seguro da alfaiataria tradicional para explorar construção de imagem, styling e linguagem visual.

A base clássica apareceu, mas quase sempre tensionada. Silhuetas ampliadas, sobreposições, aplicações e elementos cenográficos indicaram uma leitura mais próxima da couture e da performance do que do tailoring convencional. O foco deixou de ser apenas caimento e execução técnica, passando a incorporar narrativa, conceito e posicionamento.

Nesse contexto, alguns nomes se destacaram por compreenderem a proposta para além da roupa. Sam Smith mantém uma trajetória consistente ao trabalhar moda como extensão de identidade, com escolhas que dialogam com fluidez de gênero e construção de persona. Jordan Roth segue operando o tapete como espaço performático, com looks que partem da teatralidade e da ideia de cena.

Jon Batiste trouxe uma leitura mais alinhada ao repertório cultural e à sofisticação estética, equilibrando tradição e experimentação. Já Bad Bunny reforça sua posição dentro da moda contemporânea ao incorporar elementos de styling que rompem com códigos rígidos do masculino e etarismo, ampliando o alcance dessas discussões.

Karan Johar insere na equação o peso da indústria e da representação cultural, com escolhas que dialogam com identidade e visibilidade global. Enquanto isso, Hudson Williams e Connor Storrie refletem uma geração que entende o red carpet como plataforma de branding pessoal, com construções visuais pensadas para circulação e leitura digital.

            O “masculino” se libertou de leituras rígidas e transcendeu autonomia estética, quebrando padrões e construção de imagem. Assim como a Via G, a moda não só se fez presente como foi além de letras, siglas e códigos: teve liberdade de ir e vir!

Marcello Mognon Biasuz
Marcello Mognon Biasuz
Marcello é publicitário, empreendedor, relações públicas na CC Promonde além de cool-hunter na Via G. Atua na interseção entre branding, negócios e experiência do cliente. Formado pela ESPM, desenvolve projetos de comunicação e economia criativa, com interesse profissional e pessoal em cultura, universo LGBT+, experiências e pessoas.

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