Cinco vilões da vida saudável que você acha que são seus amigos

Cinco vilões da vida saudável que você acha que são seus amigos

Certificado em Nutrição Otimizada para Saúde e Bem-Estar pela Universidade Estadual de San Diego, Califórnia, Rodri­go Polesso busca acabar com mitos que estão enraizados na alimentação da maioria das pessoas. Criador do programa on­line de emagrecimento Código Emagrecer de Vez, o especialista já ajudou mais de 2 mil pessoas a mudarem a relação com os ali­mentos e adotarem um novo estilo de vida.

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Sempre questionado sobre os alimentos ideais, Polesso ex­plica que o indicado é ter o que ele chama de Alimentação Forte, que é um estilo de vida alimentar baseado no consumo correto e estratégico de alimentos de verdade e na prática de hábitos com­provadamente saudáveis, para se atingir um peso ideal e mantê -lo por toda a vida. “Além do excesso de carboidratos refinados e processados, um dos grandes culpados pelos altos índices de obe­sidade, é preciso combater o consumo exagerado de produtos in­dustrializados, que muitas vezes se dizem saudáveis, mas são ver­dadeiras armadilhas”. O especialista destaca cinco exemplos de alimentos que muita gente ainda acha que ajudam a emagrecer.

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O especialista afirma que o trigo, integral ou não, é um grande vilão. Photo by Jasmin Schreiber on Unsplash

Pão integral
Segundo Polesso, o consumo de pães e farinha integral não significa necessariamente uma alimentação saudável. O especialista confirma que o trigo, integral ou não, é um grande vilão do emagrecimento. Ele ensina que o trigo promove o descontrole dos hormônios insulina e leptina no corpo, fornecendo uma ‘lenha’ de má qualidade para o que Polesso chama de ‘fogueira do emagrecimento’. “O trigo e seus derivados são digeridos pelo corpo muito mais rapidamente que o próprio açúcar puro, isso sem contar nos antinutrientes e no glúten, que é associado a uma grande variedade de problemas de saúde até mes­mo em pessoas que não se dizem intolerantes a ela”, desmistifica Polesso, que contra­ria as pesquisas recentes que geraram manchetes favoráveis ao consumo da farinha integral. “O que fizeram foi um estudo observacional, que é muito diferente do ensaio clínico randomizado feito em laboratório, já que só observa acontecimentos e faz as­sociações matemáticas que dão a ilusão de causa e efeito”, explica. O especialista ensina que essas pesquisas basicamente pegam uma amostragem de pessoas que consomem pães e massas integrais, e comparam suas vidas com as daqueles que não o fazem. “A pesquisa não considera todos os outros hábitos, com outras influências”.

Barra de cereal
Repletas de açúcar e carboidratos, as barras de cereal são vendidas como um “lan­chinho” para que as pessoas não fiquem tanto tempo sem comer. Crítico dos ali­mentos industrializados, Polesso destaca que o hábito de comer barras de cereal exige a quebra de dois mitos. “Inventaram determinados tipos de alimentos para horas diferentes do dia, mas não existe nenhuma lei definindo o que deve ser con­sumido conforme a posição do sol, sendo que é possível consumir carnes ou oleagi­nosas em qualquer horário, por exemplo”, explica. O outro mito que o especialista procura desconstruir é a falsa ideia de que é necessário comer a cada 3 horas. “Ao se alimentar a cada 3 horas, ainda tipicamente carboidratos, se mantém o corpo em estado anabólico constante, mantendo os níveis de insulina elevados no san­gue, o que por si só estimula o armazenamento de gordura e previne sua queima. Sem contar que este consumo constante de alimentos não permite que o corpo se refaça, se recicle e se regularize”, ensina.

O mel é natural, mas contém muito açúcar. Retirá-lo ou reduzi-lo da dieta é a recomendação do profissional. Photo by Lindsay Moe on Unsplash

Mel
Muitas pessoas passam a utilizar o mel como forma de adoçar algumas bebidas, mas Polesso destaca que o fato de ele ser produzido por abelhas não o impede de ser essencialmente açúcar. “Para as pessoas que querem perder peso como objetivo primário, eu sugiro que ele seja retirado ou bastante reduzido da dieta”, alerta. Segundo o especialista, pessoas que levam uma vida saudável e um estilo de vida magro podem consumir mel com moderação. “Depende muito da dose, mas simplesmente trocar o açúcar comum pelo mel não adianta para quem pro­cura emagrecer com prioridade, já que o ideal é cortar o consumo de doces ao máximo, utilizando poucas e esporádicas doses de adoçantes mais saudáveis, como Estévia, Xilitol ou Eritritol”, completa.

Produtos light
Além de serem geralmente industrializados e repletos de ingredientes nocivos, os produtos que levam o nome “light” nas prateleiras do supermercado apresentam tipicamente redução de gordura boa. “Dessa forma, eles passam a ser verdadeiros aglomerados de carboidratos, quando são justamente as gorduras de qualidade que ajudam a prevenir o ganho de peso, através de uma maior saciedade, colaborando para ao emagrecimento”, explica, lembrando que as pesquisas mais recentes indi­cam a necessidade de consumir mais gordura do bem, como a que está presente nos ovos, oleaginosas e carnes.

Ainda que você combine com umas frutinhas, os iogurtes industrializados também possuem muito açúcar e devem ser trocados pelos naturais. Photo by Maëliss Demaison on Unsplash

Iogurtes industrializados
Polesso conta que os iogurtes naturais, bem como a manteiga, o queijo e ou­tros derivados do leite, são alimentos bem-vindos na dieta, já que são ricos em gorduras de qualidade e proteínas, mas alerta para os tipos de iogurte repletos de açúcar, que geralmente são colocados como opções saudáveis às crianças. “A maioria dos iogurtes industrializados tem uma quantidade muito grande de açúcar, e ainda utilizam leite desnatado ou apenas o soro do leite, removendo muitos dos nutrientes mais importantes do alimento”, destaca.

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