Representatividade trans na publicidade: Pink Money ou apoio à causa?

Representatividade trans na publicidade: Pink Money ou apoio à causa?

A Kantar, empresa de levantamento de dados e consultoria, realizou uma análise sobre o comportamento das marcas perante a causa LGBT+. Aproveitando a atenção que a comunidade está recebendo por conta do dia do Orgulho LGBT+ (28/06), a empresa levantou o questionamento sobre a adesão de marcar a à causa LGBT+: esse tipo de posicionamento faz parte da identidade da marca ou é apenas uma tentativa  de conquistar o  “pink money”?

Segundo a Kantar, as empresas ainda tratam a questão de gênero de forma binária, por isso o uso de  homens e mulheres trans na publicidade gera a indagação acerca do reconhecimento desses indivíduos.

“Nem todas as marcas vão querer abordar diretamente o gênero como um espectro, ou ter permissão para isso, mas outras podem se sentir capazes de levantar essa bandeira e usá-la como um ponto de diferenciação e identidade para a marca”, afirma Maura Coracini, líder da área de Mídia & Digital da Kantar e responsável pela condução do estudo AdReaction – Getting Gender Right, sobre a representatividade de gêneros na publicidade. “As marcas que escolherem entrar nesse território e abordar a questão da diversidade de gêneros em suas comunicações, precisarão fazê-lo de maneira autêntica e responsável, não apenas para “surfar nessa onda” ou como um meio de exploração para criar engajamento e discussão.”

Vila Galé – Fortaleza

A análise aponta ainda que as marcas que abordam a questão de forma autêntica tem uma performance melhor com o público feminino, como é o caso da  L’Oreal Paris, Being a Woman, e Magnum, Be true to your pleasure. “Isso pode ser um sinal de que elas estão mais receptivas às marcas que estão atentas e quebrando paradigmas na questão de diversidade de gêneros”, diz Maura.

O posicionamento da marca sobre o assunto, o respeito e o trabalho contínuo com a comunidade são algumas das dicas que o AdReaction – Getting Gender Right dá para as empresas que querem trabalhar com o público LGBT+. Além dessas, a ousadia, quebra de padrões e a fuga dos estereótipos fazem parte dos conselhos para promover um diálogo igualitário e representativo com o público LGBT+.

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