Musical em cartaz no CCBB discute preconceito sobre HIV

Musical em cartaz no CCBB discute preconceito sobre HIV

Foto: Giovana Cirne

O novo musical Lembro Todo dia de Você, do Núcleo Experimental, discute o  preconceito sobre HIV. Thiago (Davi Tápias) é um jovem que se descobre soropositivo e inicia uma jornada de autoconhecimento em direção a questões decisivas de sua vida – como o abandono paterno, a descoberta da sexualidade, relacionamentos, amizades e o estigma enfrentado diariamente por pessoas com HIV. Assim é Lembro Todo Dia de Você, musical inédito do Núcleo Experimental que estreia dia 18 de maio, quinta-feira, às 20h, no Centro Cultural Banco do Brasil.

Fernanda Maia assina o texto e as letras. As músicas foram compostas por Rafa Miranda. Zé Henrique de Paula dirige e também atua no espetáculo. No palco, além de Zé Henrique, estão os atores Davi Tápias, Gabriel Malo, Bruna Guerin, Anna Toledo, Fabio Augusto Barreto e Fabio Redkowicz, que interpretam doze personagens. O musical tem treze canções originais com influências de vários gêneros, como pop, bolero, disco, jazz e música de jogos digitais. Uma banda com seis músicos regidos por Rafa Miranda acompanha ao vivo os atores.

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O texto do espetáculo foi resultado do projeto de pesquisa do Núcleo Experimental contemplado pela 27º Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Em outubro de 2016, foram feitas três leituras cantadas abertas ao público que lotou o Teatro do Núcleo Experimental. O texto conta ainda com a colaboração de Zé Henrique de Paula e Herbert Bianchi. “Apesar dos avanços científicos que amparam a saúde de quem vive com HIV, os preconceitos, estereótipos e convenções que existem sobre o tema ainda criam um ambiente hostil para os portadores do vírus”, diz Zé Henrique.  Lembro Todo Dia de Você chega como uma reflexão sobre o efeito dessas questões na afetividade e emoções desse grupo e seus círculos sociais.

O Núcleo Experimental contou mais uma vez com a atuação de Inês Aranha na preparação do elenco. “Aplico ferramentas que aproximam mais os atores, conseguimos criar entre eles a ideia de sensibilidade e passado comum para que isso aflore nas personagens”, explica. O elenco tem muita liberdade para explorar gestos, modo de falar e subjetividade. A partir desse material, dou apoio para decidirmos o que entra e o que fica de fora na montagem final. Costumo trabalhar com referências das artes plásticas e neste caso buscamos inspiração nas pinturas de Paul Cadmus (1904 – 1999) e, principalmente, de Steve Walker (1961 – 2012)”.

 

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